Terça-feira, Outubro 31, 2006
Sempre que passo pelo tormento de enfrentar uma entrevista de emprego, só me falta dizer a cor da minha calcinha.
Começa-se pelo currículo: quem eu sou, o que estudei, o que eu fiz, minhas experiências, meus empregos anteriores, meus isso, meus aquilo...
Uma pequena parte - comparada ao cúrriculo todo - é reservado para descrever minhas ambições e meu futuro.
Daí segue uma série de perguntas, ainda sobre meu passado.
Sempre passo por esse tormento e sempre me dou mal. Meu passado profissional não soa muito promissor aos ouvidos do meu pouco provável contratante.
Meu currículo não é suficiente. Pelo que já fiz, percebe-se que ainda tenho muito o que produzir antes de conseguir um emprego tão bom quanto aquele. O fulano que foi entrevistado pouco antes de mim, carrega uma experiência mais condizente com a responsabilidade do cargo - ele já enfretou situações semelhantes e lidou com questões parecidas. Ainda que na época em que obteve essa experiência seu cargo era bem inferior à essa nova oportunidade, a vivência nesse tipo de trabalho passa maior segurança. O risco de errar é menor e o tempo que será despensado ao treinamento também será reduzido - se comparado à mim que tenho tanto o que aprender.
Sem contar que, quando ele teve a oportunidade, ele fez - para conseguir uma promoção ou o novo emprego, ele produziu e pode comprovar. Nem precisou ficar falando do que ainda poderá fazer. Pelo seu passado, já dá pra perceber que o cara é bom.
No final, fico chupando dedo. Ainda não tenho experiência necessária para um cargo com tal importância mesmo que tenha bons argumentos e uma lábia que já me rendeu alguns sucessos.
Não dessa vez. Meus anseios para o futuro não contam. O que pretendo fazer pela empresa não basta já que, pelo meu passado, não consigo passar a confiança de que darei o melhor de mim.
Eu já tive a oportunidade anteriormente e não produzi o suficiente ou o resultado não foi satisfatório. O contratante opta, então, pelo passado do fulano. É mais seguro já que o futuro não se pode analisar.
Minhas intenções são as melhores. Mas porque iriam confiar cegamente em mim? A empresa não quer arriscar tudo o que tem apenas para me dar uma oportunidade: ela não pode se dar a esse luxo.
Meu redondo velho/novo presidente da república não tem um bom currículo e mesmo já tendo passado pelo mesmo cargo, não aproveitou a oportunidade. O que fez diferença foi sua proposta para os próximos 4 anos. O que ele deixou de fazer, é passado, ficou pra tràz.
Nós demos a chance para que ele tentasse de novo. Se isso interfere na vida de pessoas de todo um país, paciência. O cara não fez, mas vamos confiar cegamente, vamos esquecer essa besteira de currículo. E daí se ele não fez nada quando podia fazer... dá uma chance pro cara, tadinho!
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Terça-feira, Outubro 31, 2006
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Domingo, Outubro 29, 2006
Há muitos e muitos anos atrás,
Nasceu uma menininha loirinha e magricela.
Deram-lhe o nome de Anna Carolina.
Anna, que significa "cheia de graça",
E Carolina, significando "alegria".
Repetiu-se 2 vezes a letra "n" em seu primeiro nome, reforçando-lhe assim, a graça destinada. E complementou-se à essa graça a benção da alegria.
Por fim, Anna Carolina nasceu - cheia de graça e de alegria.
Sua boquinha de coração quando bebê, tomou forma e, com o passar dos anos, transformou-se numa enorme boca vermelha.
O tamanho não era grande e a cor, nada natural. Sua pele clara como a neve não lembrava Branca de Neve. Seus cabelos finos e loiros remetiam à Cinderela - uma princesa que desde cedo gostava de maquiagem e que jurava aos céus que, batom vermelho, era tão vital quanto suas palavras.
A enorme boca, porém proporcional, foi assim definida pela invenjável quantidade de palavras que conseguia proferir. Eram tantos assuntos e tantas histórias que não combinavam com bocas ditas normais.
E assim Anna Carolina cresceu: cheia de graça, dotada de alegria e falando até pelos cotovelos.
Quando já não mais havia quem suportasse ouvi-la falar, renegou sua boca e deu vida aos seus dedos.
E como num passe de mágica, criou um blog. Alí, não seria interrompida em seus pensamentos.
Anna Carolina era graciosa e alegre porém ingênua. Por mais horas que passasse a escrever, por mais textos que conseguisse publicar, a menina dos cabelos lisos e dourados (nesse período a base de chapinha e tinturas) não se dava por satisfeita. Queria mais, queria falar mais, aprender mais, ensinar mais e atormentar mais.
Casou-se. O amor que sentia e que lhe era correspondido, suportaria todas as angústias da vida e todas as centenas de palavra por minuto que saiam da sua boquinha que já fora de coração.
Com graça, alegria e inocência, Anna Carolina logo descobriu que nem mesmo o mais sublime dos amores conseguiria carregar tantas conversas quanto gostaria.
E Anna Carolina pensou. E refletiu para em seguida concluir que seu tesouro herdado não era a graça já que, destrambelhada como poucas, estava mais para desgraça. E que a alegria fora provida para dar leveza às suas palavras, inutilidade às suas frases e graça no sentindo mais risonho do termo ao seu verdadeiro dom: a escrita.
Já velhinha, com a boca de volta à sua forma de coração pela falta da arcáda dentária, Anna Carolina em seu leito de morte se conteve e calou-se. Não havia mais o que ser dito.
Cansada e serena, recebeu dos netos conversas e estórias e contos que de forma lenta e cuidadosa foram sendo lidos para a vovó antes faladeira.
E assim Anna Carolina voltou a falar, mandou os pirralhos irem catar coquinho, chamou-os de mal educados por não respeitarem o descanso de uma velha senhora e Deus, admitindo que havia errado e colocado o dom da fala duas vezes na mesma pessoa, pegou-a pelos cabelos e a levou para junto dele.
E assim, o mundo voltou a viver em paz.
posted by Anna Basseto®
Domingo, Outubro 29, 2006
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Sábado, Outubro 28, 2006
Ah!
Esqueci de deixar o recado mais importante...
Mamãe, MEU ANIVERSÁRIO É AMANHÃ!!!
E isso não é brincadeira!
Beijinhos!
Ah! E sim. Amanhã é meu aniversário e, em pleno aniversário, irei sim reservar um tempo dessas sagradas horas para honrar meus direitos como cidadã brasileira. Mau-educada mas brasileira.
posted by Anna Basseto®
Sábado, Outubro 28, 2006
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A.d.o.r.o aniversário!
Adoro festa de aniversário regada a queijos e vinhos, adoro festas infantis com palhaços e princesas e bolo. Adoro bolo. Já disse que adoro bolo? Pois bem, adoro bolo. De chocolate, sem castanhas ou nozes ou amêndoas. Com morangos. Adoro bolo.
Minha tenra idade ainda me permite adorar até mesmo o meu aniversário. Adoro fazer aniversário.
Não tenho gostado muito dessa regra tola de aumentar a minha idade sempre que faço aniversário mas posso conviver com isso.
Estou me aproximando rapidamente dos 30. Até ontem eu tinha 15. Amanhã eu faço 28. Alguma coisa está errada... Mas eu nunca fui muito boa de cálculos.
Genes bons, fortes e firmes me dão a certeza de que ainda não estou acabada. É "bem" de família. Minha avó morreu com 90 com carinha de 89. Minha mãe tem... bom, tem alguns anos, mas parece uma menininha saracoteando por aí, toda pequininha, toda gostosinha.
Dias desses, fui agradavelmente confundida com uma garota de 15, 17 anos no máximo. Claro que as madames que me deram essa felicidade deviam estar tomadas por algum tipo de entorpecente, mas não custa sonhar...
Ontem mesmo, numa dos meus rápidos passeios outside, fui comida (com os olhos, claro) por um garoto com seus 16 anos, talvez. Gatinho, mas até espinhas ainda tinha. Barba, pra ele, é coisa de gente grande.
Gatinha fiquei eu - fiquei "me achando". Depois bateu um sentimento de que estou ficando velha. Achar bom um adolescente te olhar com mais, digamos, fome... só pode ser coisa de quem está envelhecendo.
Ontem mesmo, quando eu tinha 15 anos, achava o máximo um menino mais velho, de 16, me achar atraente. Hoje, com 27, fico lisonjeada com isso? Tô ficando velha.
Mas não gastei muito tempo pensando nisso. Eu reteso a testa quando penso e isso causa rugas. Se bem com meus 15, ops, 27 anos, ainda posso chamar minhas rugas de linhas de expressão.
Se cada uma delas é a confirmação do meu infinito aprendizado, estou optando por não pensar, não aprender e continuar sendo confundida com uma menina (na idade, não no sexo). Se para ser cantada por um garoto maroto preciso permanecer burra, ué... posso acabar presidente da república.
Enfim... adoro aniversário. E adoro bolo.
Acordei a todo vapor. Prestes a acumular mais um ano aos que já tenho e disposta a fazer dele o melhor ano do resto de nossas vidas.
Ai, quanta bobagem num único dia!
posted by Anna Basseto®
Sábado, Outubro 28, 2006
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Há tempos que deixei de falar sobre política. Por mais que eu tente, não consigo ser imparcial... nem educada.
E eu adoro política, mas não posso falar que acho meu digníssimo presidente um merda atolado na própria ignorância, orgulhoso por não ter estudado quando pequeno e patético por não ter se empenhado quando adulto. Concordância verbal pra quê? Ninguém precisa saber falar inglês ou espanhol e muito menos português para comandar o Brasil. O que precisa é investir na educação.
Ele poderia começar pela minha, já que chamar o meu governante de merda não é lá muito educado.
Hoje limito minha fúria politesca às refeições junto do namorado. Aproveito para despejar tudo o que fica engasgado após ler os jornais, enquanto comemos. É ótimo e emagrece. Basta falar sobre política pra que a gente deixe metade da comida no prato. É a dieta da malandragem.
Nem preciso dizer que minha noite de sexta foi reservada para o debate da Globo. Pipoca, bebidas, biscoitos, apagam-se as luzes e... é hora de rir. No intervalo, abro o jornal on line e vejo que Lula deve ganhar as eleições com folga. Choro...
Não posso escrever sobre política porque não entendo nem de política nem a cabeça da população.
Bom, nem a minha cabeça eu entendo, que dirá a dos outros.
Mas entendo a cabeça do Lula - é oca, cabeluda, barbuda e redonda. Parece uma lua cheia da terra dos cães peludos.
Mas tem língua e lábia. O português é falho (que bondade a minha) mas falhar mostra proximidade com o povo que também falha. Ele sabe o que é não poder estudar e sabe que, não é de hoje, povo burro é povo dependente.
Longe de mim criticar a tentativa de ter um Lula na presidência. Não votei nele mas acho válido tentar. Pois bem, tentamos e erramos. Domingo não é o dia para consertar o erro. É o dia para tentarmos de novo. E continuar batendo na mesma tecla não me parece muito promissor.
Não pretendo aqui fazer campanha grátis para ninguém. Jamais usaria meu blog para angariar votos. Mas, pelo amor dos seus filhinhos, não é hora de se acomodar. Se tivemos coragem de arriscar uma vez, porque ter medo agora?
Errar é humano mas persistir no erro é foda!
PS: Eu disse que não consigo ser educada quando falo de política
posted by Anna Basseto®
Sábado, Outubro 28, 2006
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Sexta-feira, Outubro 27, 2006
Pimenta Caiena
Tenho eu procurado chifre em cabeça de cavalo ou tenho ignorado a anatomia bovina e me forçado a não ver que o chifre está no seu devido lugar, na devida cabeça de seu devido animal?
Pera lá. Isso é apenas uma visão poética de uma viagem maionésica que tomou conta do meu ser hoje pela manhã.
Ainda (diga-se AINDA) não acho que o chifre que procuro nos cavalos mas que, tenho desconfiado estar na cabeça do boi... esteja na minha própria cabeça.
Se bem que ando sentindo uma certa coceira entre meus cabelos e minhas sobrancelhas. Talvez esteja me tornando um unicórnio.
Tentando voltar ao tema...
Acredito que cabeça vazia é morada do diabo. Não é exatamente meu caso já que a minha está com superlotação. O que pode estar acontecendo é a abundância de inutlidades que tenho guardado como se fossem jóias raras.
Sou uma mulher contemporânea, movida à sentimentos e estímulos. E com uma boca bem grande. Guardo uns 99% das palavras e sentimentos para mim. O que resta, divido entre a evacuação aqui no blog e a fala. Esse menos de 1% que sai da minha boca (grande boca, diga-se de passagem) é suficiente para tirar sorrisos de muita gente, lágrimas de alguns outros e ódio e indignação de quem não compreende.
Aí me pego pensando... Se eu começar a falar, digamos, uns 2 % do que sinto e do que penso, o número de afetados (ou pseudo-afetados) aumentará. Por outro lado, e sem falsa modéstia, agrado mais que desagrado e portanto, a porcentagem de agradados subirá talvez na mesma proporção.
É um preço a se pagar. Posso ser sincera comigo mesma e não engolir tantos sapos. Com isso, aprenderei também a ser mais honesta com quem amo (amigos, família, cachorras... Não, cachorras não. Para elas eu digo tudo e mais um pouco. Elas sabem do meu amor incondicional). E minha honestidade para com essas pessoas não trazem coisas negativas. Se elas me fazem sorrir... quem sou eu para ter o que criticar? E se tiver, um abraço ou um beijo apagadam tudo. Eu sou humilde. Dou meu mundo, mas cobro somente um beijinho... facinho, facinho.
Agora, sai de baixo se eu começar a despejar os sapos. Tenho tentado ser mais justa. Não com os outros, mas comigo. E, me respeitar, implica em não agradar a todos. E, ai ai ai, não tenho agradado! Só ainda não consegui pegar o jeitinho correto de regorjitar. Definitivamente, nas minhas raras tentativas de impor certas necessidades, o tiro saiu pela culatra. Acabei não impondo nada e ainda fiquei com sentimento de culpa... sentimento de que, tá bem, posso aceitar dessa forma, não precisa ser do me jeito e blá blá blá.
Preciso ser mais objetiva, pelos outros - não por mim. Posso tentar colocar na balança o peso de ser mais sincera e o preço a pagar pela sinceridade. Tendo esse dados em mão, talvez eu possa calcular com mais clareza o que vale a pena.
Como tentativa, aqui vai um sentimento não objetivo mas totalmente honesto: Nem tudo está perfeito e muitas coisas estão mais defeituosas do que eu gostaria. Posso fingir e tentar ignorar mas os defeitos não vão sumir só porque eu gostaria que assim fosse.
Por outro lado, as encrencas estão limitadas e bemmmm limitadas. O que rola de "prático" nesse coração apaixonado, amanteigado e doce (com um toque de caiena) é uma vontade louca de viver, uma felicidade imensa e paz. Não tenho me respeitado tanto quanto eu gostaria mas saber que tenho essa opção, deixa meu coração em paz...
Se escorrem algumas lágrimas, vez ou outra, é porque as tenho. E porque não vejo motivos para guardá-las.
Acho que já falei demais. Ainda que seja menos de 1%, já é demais...
Pensando bem, deixa eu contar o que eu fiz ontem...
Brincadeira!
posted by Anna Basseto®
Sexta-feira, Outubro 27, 2006
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Quarta-feira, Outubro 25, 2006
Santa paciência que tome conta de mim.
Sinto um desejo incontrolável de jogar voley, ou basquete, ou tênis ou qualquer outro esporte que exija esforço dos braços. Boliche! Adoro boliche e estou com desejo de jogar boliche por horas a fio.
Roupas. Eu preciso com urgência comprar roupas. Nunca tenho nada para vestir e o que tenho, está velho e batido. E o que não está velho, já enjôoei faz tempo.
Cremes, maquiagem, perfume... Preciso de um novo hidratante para os cabelos, de uma base iluminadora e não era esse mês que iriam lançar aquele novo e caríssimo creme para firmeza da pele? Preciso dele...
Preciso de um livro. Não... preciso de muito livros. Há tanto o que ler! Não posso me limitar a dois livros por semana. Nem a 7 DVDs. Acabar com minha burrice depende de livros novos.
Sexo. De qualquer tipo. Até virtual está me parecendo um bom negócio. Se não tenho apetite para chocolate, só posso estar precisando de sexo. Cansei de sexo oral, o que no momento, significa "falar sobre sexo". E "falar" nada tem a ver com falo. É falar mesmo, conversar e olhe lá.
Preciso mudar. Já mudei de casa, de corpo e minha mente é uma constante mutação. Posso mudar o cabelo, mas... de novo? Não basta. Talvez eu mude de dentista.
O que eu quero mesmo é uma boa balada, um noitada para ficar na história, me esbaldar de dançar, encher a cara de coca light e acordar borrada e acabada. Perceber que fiz merda ontem à noite e me conformar.
Sexo.
Já falei do sexo.
Acho que estou só precisando chacoalhar um pouco as coisas, arriscar e deixar o previsível e seguro um pouco de lado. Não é nem mesmo perder o medo de errar. É não se preocupar com o erro. É ter consciência que quase tudo pode ser consertado. Posso arriscar sem abusar. Posso errar e corrigir. Posso até me surpreender e acertar.
Preciso mesmo é ousar!
E sexo, claro. Mas acho que isso eu já falei.
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Quarta-feira, Outubro 25, 2006
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Segunda-feira, Outubro 23, 2006
Final de ano e proximidade de mais um aniversário é sempre a mesma coisa.
Planos, planos e mais planos. Alguns desejos, umas análises e por ventura, algumas resoluções... e lá se vai mais uma lista de coisas que, se metade tiver resultado, já é lucro.
Eu estou na fase da semana do aniversário. E cheia de planos na cabeça.
Tenho idéias pipocando aqui dentro como nunca. Ainda não sei o que fazer com todas elas. Bom, acho que nunca soube exatamente o que fazer com tudo o que se passa na minha cabeça.
Eu sei que algumas das minhas alucinações se transformaram em realidade. Este aniversário será diferente dos últimos anos, mesmo que eu não tenha nada planejado pra ele.
Estou de volta, em casa. Isso já faz muita diferença pra mim. Descobri até que bem cedo que nosso lugar não é uma escolha. Pessoas passam a vida perdidas até se darem conta que só estavam fora de casa. Eu fico feliz por ter percebido isso antes de sentir que perdi um tempo precioso.
Vou passar meu aniversário ainda em recuperação pós-cirúrgica mas me sentindo infinitamente mais segura com meu corpo, mente e quase como consequência, com minha alma.
Poético, admito, mas verdade.
Entre alguns desejos de consumo, algumas regalias, aprendizados e frecurites, coloco entre esses planos o respeito por mim mesma. Onde foi mesmo que eu perdi esse respeito? Não me lembro onde deixei de colocar eu mesma, minha vida e minhas vontades como prioridade. Esqueci em algum lugar e nada como um aniversário para se auto-analisar e buscar o que ficou pra trás.
Não vou agradar. Eu sei que não vou. Mas não estou me agradando e não sei como pude ser tão ingênua em acreditar que conseguiria fazer pelos outros o que não faço nem por mim.
Não gosto quando começo a escrever e não consigo, naturalmente, fazer piadinhas da vida e de mim mesma. Prefiro meus textos mais leves e mais divertidos mas dessa vez, ou nesses dias, estou levando a sério o que digo. Não o que escrevo, mas o que sinto.
E como escrevo sem pensar, apenas deixando as palavras saírem da minha cabeça para os meus dedos, vou respeitar esse momento.
É o meu momento, meu blog e minha necessidade.
Se não vou rir com minhas palavras, vou rir com meu respeito. Vou rir com esse aprendizado e relaxar.
Só não posso dizer que vou relaxar e gozar porque, operada, rir já está de bom tamanho. Também não se pode querer tudo!
posted by Anna Basseto®
Segunda-feira, Outubro 23, 2006
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Domingo, Outubro 22, 2006
Assim, do nada, sem mais nem menos, me perguntaram se eu tinha certeza de que estava viva.
Hein?
- Você pode ter morrido na cirurgia e estar vivendo como no filme "Os Outros".
Hã?
Alma penada? Eu? Sabe que eu não tinha pensado nisso antes...
Como posso ter certeza de que estou viva? Talvez pela lógica: é claro que eu estou viva. Eu respiro, sinto e interajo com outras pessoas. É difícil acreditar que todas elas estejam me vendo e falando comigo como se eu estivesse viva, se na verdade, estou morta.
A não ser que elas também estejam mortas e também não saibam.
Mas a gerente do banco? Eu não deveria estar no mesmo lugar que ela. Eu fui boazinha durante minha curta longa vida. Ela não!
E as pessoas que já morreram e deveriam estar comigo para me consolar e acalentar? Onde estão? Cadê meus cachorros falecidos e a rolinha que eu enterrei? Poxa, eu fiz até velório pra ela.
Que porcaria de morte é essa que parece tanto com a minha vida, de quando estava viva?
Minha resposta só poderia ter sido uma: sim, tenho certeza de que não morri. Eu recebi alta do hospital. Não me dariam alta se estivesse morta. Me dariam um atestado de óbito. Se bem que podem ter dado o atestado para o meu marido.
Mas ele também deve estar morto. Nossa relação continua a mesma, aparentemente. Se um dos dois tivesse partido para o além, alguma coisa teria mudado. Ou ambos estamos vivos ou ambos morremos.
Mas ele morreu de quê? De tristeza pela minha morte. Até que soa bem romântico.
Não, eu acho que ainda estou bem viva. Não estou vivendo plenamente e não estou aproveitando cada dia como se fosse único (como recomendam por aí), mas ainda estou viva, sobrevivendo.
E pensando...(morto pensa?) que talvez tenha chegado a hora de contabilizar o tempo que gasto com coisas sem sentido.
De repente a vida me pareceu frágil demais pra ser desperdiçada e se estou mesmo viva, melhor começar a aproveitá-la e, se morri, estou tendo uma nova chance de fazer a diferença sem nem perceber que eu já era.
De mais a mais, vou pensar melhor no assunto.
E parar de colocar tanto orégano na minha comida... e na de quem me fez essa pergunta esdrúxula.
posted by Anna Basseto®
Domingo, Outubro 22, 2006
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Sábado, Outubro 21, 2006
Como é que se tira uma música chiclete da cabeça?
Acordei com uma música chata, que eu nem mesmo gosto e que nem bem entra na minha cabeça, já saí pela minha boca.
Sinto uma certa dose de culpa por não gostar dessa música, já que sei o motivo de estar com ela grudada em mim: Índia, é a música.
Minha avó adorava essa música e eu a adoro por lembrá-la. Só que no fundo, bem fundo, eu acho péssima, melancólica demais, fúnebre.
E completados 4 meses da morte da vovó, acordei com a voz de dor de barriga de quem canta (seja quem for) me atormentando o tempo todo.
Deve ser a vovó me atazanando. Que outro motivo teria para, do nada, eu começar a cantar? Eu nem mesmo sei a letra!
E ficar ouvindo apenas acompanhada do meu cérebro (que tem vida própria), me dá uma saudade. Vovó podia ao menos gostar de Mozart e não de Índia.
Sinto que vou ter que conviver com a lembraça da minha velhinha pedindo, insistentemente, em todas as festas, para alguém colocar a dita cuja da música - mesmo que ela tenha acabado de tocar e vovó, distraída, não tenha percebido. Mesmo que pela segunda, terceira vez, algum ser bondoso tenha tido a paciência de colocá-la mais uma vez e vovó, conversando, tenha esquecido de prestar atenção.
E ainda que essa música fique martelando minha sanidade por mais algum tempo, vou me esforçar para ouví-la. Se ela gostava tanto, é porque deve ser boa.
Se vovó tinha um gosto musical peculiar, vou tornar o meu gosto mais abrangente.
Quem sabe desistindo de tentar, eu não relaxe e consiga tirar essa voz aqui de dentro?
Vó, se for possível, pare de me atazanar musicalmente, mas deixe esse sorriso gostoso sempre vivo - ainda que seja somente dentro de mim.
posted by Anna Basseto®
Sábado, Outubro 21, 2006
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Quarta-feira, Outubro 18, 2006
Tudo bem.
Se foi destinado pra mim, vou aceitar. Em vez de perguntar por quê, prefiro entender que é porque eu aguento.
Por mais que eu não aguente, eu aguento. Sem contar que tenho que aguentar... não me deram opção.
Não aguentar o que a vida nos reserva é covardia e falta de gratidão.
Há uma frase batida que eu levo muito a sério e que, dia desses, até meu marido a usou, que diz que se ainda não acabou é porque não chegou ao final.
E se não chegou ao final, não é uma pedra que foi jogada no caminho. Ela já estava lá, apenas esperando eu me aproximar. Meu astigmatismo não permitiu que eu a visse de uma distancia suficiente para me preparar. Quando vi, já tinha que bolar um plano para ultrapassá-la. Sem muito tempo de bolar uma estratégia.
Deu certo. Passei de novo. Sem cair e com poucos arranhões.
Nada que um Band-Aid não dê jeito.
O otimismo herdado da minha mãe é o que me dá vontade de continuar. Tenho deixado ele de lado, algumas vezes. Me esqueço de colocá-lo à frente de tudo assim que acordo. Por outro lado, saber que preciso recuperar o sorriso antes mesmo de abrir os olhos, já é um passo largo para um dia mais sereno.
Hoje madruguei com uma pane geral no prédio. Todos os interfones de todos os apartamentos tocaram sem parar até alguém tirá-lo do gancho. Queria pular da janela! Estava com sono e não era justo, bem hoje, ter aquele barulho irritante nos ouvidos. Não há bom humor que resista!
Levantei e assim que comecei a imaginar o tempo que levaria até minha vizinha de andar - que é uma senhorinha bem simpática mas bemmmm senhorinha - se dar conta do que estava acontecendo e finalmente tirar o interfone do gancho, caí em risadas.
Meu marido dormia, minhas cachorras sequer acordaram e eu lá, numa imagem patética, ria feito uma louca que caiu do berço quando bebê.
Se a vida coloca pedras e cascas de banana na minha frente, eu tento superá-las. Se eu escorrego, caio de costas e bato minha oca caixa craniana no chão, eu rio da cena, me levanto e tento de novo.
Se eu não tenho opção de ter ou não essas pedras no caminho, pelo menos tenho opção de rir ou não delas.
posted by Anna Basseto®
Quarta-feira, Outubro 18, 2006
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Domingo, Outubro 15, 2006
De um dia para o outro, apenas com uma noite no meio, minha vida passou de uma correria alucinada para um marasmo sem fim.
Não tenho, não devo e não vou reclamar.
Como diria minha santa velhinha, tenho fogo no... nas nádegas. Preciso me mexer. Sou ligada na tomada e até dormir as vezes me soa como perda de tempo. É sério!
Operada por opção, preciso manter meus braços longe dos afazeres e minhas pernas quietas, longe das ruas.
A janela passou a ser uma boa amiga. Assim como meu PC, claro... Ah! E o telefone. Mas esse sempre foi.
Não sou rata de shopping pois não gosto de aglomeração mas até isso me faz falta.
Nunca pensei que chegaria ao ponto de querer ir até mesmo ao supermercado. Que decadência!
Minhas saídas se resumem à rápidas passadas no consultório médico, e um pulinho, já devidamente proibido, até a locadora. Essa semana fui liberada para um jantar perto e rápido e umas comprinhas. Segundo meu médico, limitada a uma única loja e não em 30 como "as mulheres costumam fazer".
Escessivamente independente, estou passando por uma fase de aprendizado forçado. Posso até não querer ajuda pra tudo, mas tenho que tê-la.
Não acho que faço melhor sozinha. Pra ser sincera, tenho o péssimo hábito de crêr que erro muito mais que acerto. Minha neurose é incomodar. Se não peço, é para não incomodar.
Só que no momento, incomodar passou a ser a palavra de ordem. Pra onde quer que eu vá (janela, banheiro...) lá estou eu incomodando o ser gentil mais próxima à vista - que no meu caso ou é meu marido ou são minhas cachorras. Mas estas preferem agradecer antes mesmo de fazer. Peço para deitar e elas me lambem. Peço ajuda e elas abanam o rabo. Não servem pra muita coisa mas me arrancam gargalhadas.
Inclusive, gargalhadas estão proibidas nesta casa. E tanto as menina peludas quanto meu estimado marido parecem irracionais quanto a isso. Basta uma distração e lá estou eu rindo e me contorcendo em gemidos de novo. Não tenho dor, mas rir demais, machuca.
Chorar também. E é por isso que não posso, não devo e não vou reclamar. Não tenho motivos pra chorar. E mesmo que chore, sei que é porque estou mais sensível, mais carente e mais manhosa.
Ah! Mas que pra quê ficar analisando isso? Um pouco de manha, um pouco de risos e até alguns gemidos não matam ninguém. E se matar, bom, vou deixar pra me preocupar com isso amanhã.
posted by Anna Basseto®
Domingo, Outubro 15, 2006
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Quinta-feira, Outubro 12, 2006
O mundo conspira para Anna entrar em mais uma fase "Anna Power Point", ou seja, belas imagens passando enquanto profundas palavras surgem e desaparecem como se tentassem entrar em nosso cérebro por osmose.
Não é ruim. É um aprendizado. Mas é um tédio.
Acabo de ler Marley e Eu - um dono, um cachorro e a confirmação de um amor fiel e incondicional. Chorei até me acabar em lágrimas e vi que a vida deve mesmo ser vivida com toda a alegria e intensidade que se possa alcançar. Cada segundo é mais precioso que o anterior.
Abraço minhas cachorras até elas tossirem e sufocarem. Em seguida, as deixo respirar.
Troco Marley por um livro de comédia londrina boba e superficial - para descansar a mente e os olhos.
Dou uma parada e alugo Vôo 93 - a história do avião que caiu na Pensilvânia em 11 de setembro durante o ataque terrorista. É assustador sentir a vida das pessoas escorrendo sem que elas pudessem segurá-la a tempo de não perdê-la. E mais uma vez toma conta de mim a sensação de que somos frágeis demais para abusar da sorte e deixar para viver no dia seguinte. O dia é hoje. Não dá pra deixar para amanhã.
Aí, em meio aos meus pensamentos bregas e tediosos mas até que contundentes, me lembro de que hoje é dia de Nossa Sra Aparecida, minha Santinha. A imagem em gesso pintado que eu tanto gostava hoje descansa aos pés da minha falecida vó. Fico feliz que ela a tenha levado consigo e penso que agora, tenho as duas olhando por mim lá em cima. Paz é o termo certo.
E seguindo o raciocínio irracional, penso no meu marido. Bobo, criança, brincalhão - por vezes chega a atormentar - ele é o próprio espírito do Dia das Crianças. Sempre que pode, faz uma piada. Quando não pode, procura ao menos fazer uma gracinha. E eu, boba que sou, rio... comprovando que ainda sou tão infantil quanto ele. Mas quando preciso do homem adulto e responsável, lá está - sempre disposto a me ajudar e me amparar. Nem sempre as palavras são as mais certas (a criança as vezes predomina) mas a intenção e a tentativa nunca falham.
E assim, sorrio. E me deixo levar por esse dia.
É "só mais um dia" ou é "caramba! Mais um dia inteiro só pra mim".
Olho a chuva bater e sujar os vidros das janelas recém-limpas e fico com a segunda opção.
posted by Anna Basseto®
Quinta-feira, Outubro 12, 2006
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Terça-feira, Outubro 10, 2006
Tenho deixado meu amado maluco.
Admito que ainda preservo uma certa dose de culpa em ficar pedindo ajudas e favores dia após dia. Nunca chamei tanto o seu nome como agora.
Ele tem ficado louco.
Não pelas minhas vontades ou necessidades - mas por não pedí-las.
Quando vê, lá estou eu tentanto fazer tudo sozinha, como se fosse uma super-mulher.
E basta dar uma olhadinha rápida para ver que, no momento, de super eu não tenho nada. Só alguns inchaços.
É ótimo poder descansar. Há tempos queria umas férias. Mas é tedioso descansar enclausurada. E como uma criança irriquieta, tenho levado algumas broncas para manter meu singelo bumbum parado num mesmo lugar por mais que um intervalo comercial.
Ainda assim, estou começando a gostar desse mimo que às vezes beira ao excessivo.
Sinto-me a perfeita Cleópatra - deitada em meu divâ, com uma taça de mais puro suco da manga (diga-se Clight), sorvendo uvas frescas (ou pipocas quentes) enquanto, introspectiva, penso na essência da vida (ou leio um livro e vejo um filme). Acompanham-me duas leoas reluzentes que, aos olhares limitados, se parecem com duas cachorras pequenas, brancas e espevitadas.
Algumas vezes clamo pelos cuidados e beijos do meu amor, outras levo um esporro para deitar novamente e, por vezes, me entrego de alma a Morfeu. O corpo ainda padece um pouco.
E sigo contando os dias que se passam até minha plena recuperação e minha estréia como uma mulher reestruturada - fisica e mentalmente.
E escrevo bobagens no blog...
Ainda que a ansiedade tome conta da minha vontade de fazer e acontecer, aproveito cada segundo desse momento de transição como se fossem meus últimos dias na terra.
E o ano dos anos que começou dia 02 de outubro mostra-se digno de aplausos.
posted by Anna Basseto®
Terça-feira, Outubro 10, 2006
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Sábado, Outubro 07, 2006
Dormir sentindo-se as fezes das bactérias do lixo e acordar abatida, inchada, cansada e pálida - e ainda assim, a mais bela das criaturas - só pode ser coisa de mulher.
Não é a toa que me limito à atração masculina: mulher é um bicho muito complexo.
Elegância baixada a zero, higiene, a quase zero. Unhas, cabelos, pele, olheiras e até mesmo um banho têm e devem ser deixados de lado.
O tempo passa a ser dedicado às melhores posições para deitar, sentar (coisa rara, de início) e fazer a merda do intestino funcionar - sem trocadilhos chulos.
Não em nome da ditadura da beleza imposta e artificial mas em busca da auto-estima perdida em algum lugar.
É patético e irônico mas, nas mãos de outra pessoa e com seus custos - tanto financeiro, quanto de paciência e coragem, lá está ela - a tal da auto-estima que tanto se fala.
Aceitar-se a si mesma deve ser gratificante. Mas e se você não é aquilo que o reflexo insiste em mostrar? E se você não se reconhece naquela imagem ou naquele comportamento?
Aí se encontra a diferença entre aceitar-se e acomodar-se.
Mudar assusta. É preciso encarar alguns medos e algumas escuridões. E arriscar-se. E não raras vezes tendemos a aceitar o que está pronto apenas por ser mais fácil e mais seguro.
Mudar a aparência implica em mais coisas do que eu imaginava. Mudei a minha e junto tive que me abrir, criar intimidade, perder qualquer inibição e boa parte dos medos.
Tive inclusive que me entender como ser humano frágil e dependente.
E reconhecer essa fragilidade me trouxe força. Há algum tempo estava descobrindo que tinha sim uma força escondida em algum lugar mas agora, frágil e dependente, vejo que sou mais forte do que podia supor.
Estou péssima. Apesar de não sentir dores, posso definir minha aparência geral como um bagulho de mulher e ainda assim... ah! Como é bom olhar, gostar, gemer um pouquinho e ter certeza de que valeu à pena!
posted by Anna Basseto®
Sábado, Outubro 07, 2006
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Domingo, Outubro 01, 2006
Pelos próximo dias, estarei temporariamente indisponível devido à soluções de recauchutagem.
posted by Anna Basseto®
Domingo, Outubro 01, 2006
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Nome: Anna Basseto
Idade: 27 anos
Profissão: Jornalista
Cidade: Campinas - SP
"O tempo que passas a rir é tempo que passas com os deuses".
(Provérbio chinês)
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Anna Basseto®
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Porque apesar de ter dito que assim escreveria meus posts, nunca me lembro de colocar neste formado. Sendo assim...
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