Anna Basseto®
Diário de Uma Neurótica


Domingo, Novembro 26, 2006

posted by Anna Basseto® Domingo, Novembro 26, 2006
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Sexta-feira, Novembro 03, 2006

Fechado!

Bye Bye

posted by Anna Basseto® Sexta-feira, Novembro 03, 2006
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Casamento é uma merda!

Não me entenda mal... Não é que casar ou ser casado seja ruim. Só não é bom!

É preciso ter uma dose cavalar de paciência para aturar alguém dentro da sua casa por mais tempo que o necessário.

Alterações constantes de humor, ciúmes bestas, críticas desnecessárias.

Claro que existe a parte do amor, do carinho, da atenção... mas isso pode muito bem se ter sem precisar estar alí, atado... ops, quis dizer, casado!

Faz isso, faz aquilo mas nada agrada. Não faz isso ou aquilo, piora! Tudo fica em dobro e mais complicado.

O que? Eu não deveria estar falando assim do meu marido em pleno Blog pra todo mundo ler? Mas quem foi que disse que eu estava falando dele... Estava falando de MIM!

Não é a toa que eu gosto tanto dos homens. Se eu tivesse que viver com as inconstâncias femininas acho que ficaria louca no primeiro minuto. Mulher é um saco, ainda quando... quando... SOU EU!

Quem aguenta passar a vida sem saber com que humor fulano irá acordar hoje? Bom, já é lucro quando acorda com algum...

Quem aguenta esperar feliz e contente por alguém que teve um péssimo dia e resolve que você daria um bom saco de pancadas para aliviar a tensão?

É colega, quando se está de papel passado (mesmo sem está-lo-o) é por essas e outras que você é obrigado a se sujeitar.

Fuja enquanto é tempo. Dá tempo!

Mas se não der, se não quiser, ou se a sua cabeça for mais oca que a minha (e a do meu respectivo companheiro, obviamente) encare! Invista. Não tenha medo. E principalmente... não dê ouvidos à fulana aqui que vos fala. Ela não sabe de nada.

E nem quer saber!



- Este texto foi publicado há um milhão de anos atrás. Mas ainda tá fresco...

posted by Anna Basseto® Sexta-feira, Novembro 03, 2006
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Quinta-feira, Novembro 02, 2006

Enfim, finados!

Ter um dia reservado para celebrar os mortos me parece coisa de bruxaria malígna.
Nunca compreendi bem o propósito desse dia.

Sei que o dia de Finados foi criado pela igreja ainda no século I para que as pessoas rezassem pelos mortos que nunca recebiam orações ou que tinham sido esquecidos. Até aí eu acho bacana... quase altruísta.

Foi bem mais tarde que esse dia se transformou numa celebração para todos os mortos... Defuntou? Hoje é o seu dia ¿ parabéns! E para mostrar o tamanho da importância que sua morte teve na nossa vida, é feriado! E prolongado!

Eu sempre rezo e me recordo de pessoas queridas que já passaram a alimentar margaridas pela raíz, mas não faço com data marcada. Faço quando tenho vontade, quando bate saudade ou quando lembro.

Gosto da idéia de dedicar o dia de hoje aos esquecido. Meus amados que já partiram têm minha atenção quase que constante o ano inteiro. Acho que não iriam se importar de dividir minha vela acesa um dia ou outro ¿ vela não, insenso!

Todo dia de finados me recordo da minha avó paterna ¿ só nunca me lembro o motivo: ou hoje é a data do seu nascimento ou a data da sua morte. Acho que é nascimento mas, como de morta ela já está pós graduada, posso comemorar tudo de uma única vez e reservar os outros dias para lembrar dela com mais vivacidade. E se posso fazer isso, vou deixar meus parentes e amigos dormirem o sono dos justos e reviver o própóstio desse feriado.

Avós, amigos, parentes... hoje não quero saber de vocês. Ninguém mandou morrer! Hoje prefiro ficar com os que estão por aí (espero que em paz) mas que não deixaram por aqui (nesse caos) nem lembraças, nem recordações.

Feliz Dia de Finados!
E aos que ainda estão aparentemente vivos, desejo-lhes uma morte tranquila e justa.
Quando for a hora, é claro...

posted by Anna Basseto® Quinta-feira, Novembro 02, 2006
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Quarta-feira, Novembro 01, 2006

Oração da Mulher

Querido Deus:
Até agora o meu dia foi bom.
Não fiz fofoca, não perdi a paciência, não fui gananciosa, sarcástica,rabugenta, chata e nem irônica.
Controlei minha TPM, não reclamei, não praguejei, não gritei, nem tive ataques de ciúmes.
Não comi chocolate.
Também não fiz débitos em meu cartão de crédito e não dei cheques parcelados.
Mas peço a sua proteção, Senhor,
pois estou para levantar da cama a qualquer minuto.

posted by Anna Basseto® Quarta-feira, Novembro 01, 2006
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Momento revolta!

Está um bafáfá dos diabos a tal adoção do David, aquela coisinha tão solitária que Madonna resolveu adotar.

Quem sou eu para julgar e muito menos para saber como foi que ela conseguiu essa adoção. Ah, raios. Eu sou uma mulher que adora falar sobre a vida alheia. E quando se trata de celebridades, solto o verbo sem dó nem piedade.

Essa conversa de que não se valeu de sua fama e do seu dinheiro para agilizar o processo é conversa para boi dormir.

O menino é órfão de mãe mas tem um pai - um pai que deixou o garoto morando num orfanato com mais 500 crianças, ou seja, foi o dono do esperma e olhe lá.

Tá bem, eu sei que foi necessário... e que ele estaria melhor num muquifo superlotado que nos braços do seu progenitor. Mas valha-me Deus. Pela lógica, ele estará infinitamente melhor na casa londrina da Madonna que em Malawi.

Se o garoto foi comprado, é porque estava à venda. Se estava à venda, tinham mesmo que tirá-lo dessa prateleira para que tivesse casa, comida, roupa lavada e DIGNIDADE!.

Os direitos humanos querem colocar David de volta ao colo da menina aidética com apenas 8 anos que o segurava quando Madonna o encontrou. A mulher não tem o direito de comprar uma criança só porque pode comprá-la.

A mulher tem que deixar o garoto com pneumonia morrer de inanição. Ele não é um objeto. Ele é um ser humano capaz até mesmo de morrer de fome e sofrer com o desamparo. Uma caixa de chocolates à venda não sofre. Ele sofre, já que é um ser humano. E não pode ser comprado. Melhor deixá-lo sofrer que perder seu valor como pessoa.

Colocar seu filho para adoação por saber que ele terá uma vida melhor, ou no caso desse menino, terá um vida, é coisa de anjo. Vender o seu filho, talvez seja alguém lá em cima usando de todos os argumentos para tirar uma criança de um destino cruel.

E adotar é ainda mais do que isso. É acreditar que pode fazer a diferença. Se as intenções da Madonna não forem as melhores, se a publicidade é sua única preocupação, que essa futilidade seja feita para salvar uma vida.

O mundo seria perfeito se o dinheiro não pudesse comprar tudo. Mas se o mundo fosse perfeito, David teria um pai, uma mãe, uma casa limpa com comida e amor. E não precisaria de direito nenhum para ter dignidade.

posted by Anna Basseto® Quarta-feira, Novembro 01, 2006
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Terça-feira, Outubro 31, 2006

Sempre que passo pelo tormento de enfrentar uma entrevista de emprego, só me falta dizer a cor da minha calcinha.

Começa-se pelo currículo: quem eu sou, o que estudei, o que eu fiz, minhas experiências, meus empregos anteriores, meus isso, meus aquilo...

Uma pequena parte - comparada ao cúrriculo todo - é reservado para descrever minhas ambições e meu futuro.

Daí segue uma série de perguntas, ainda sobre meu passado.

Sempre passo por esse tormento e sempre me dou mal. Meu passado profissional não soa muito promissor aos ouvidos do meu pouco provável contratante.

Meu currículo não é suficiente. Pelo que já fiz, percebe-se que ainda tenho muito o que produzir antes de conseguir um emprego tão bom quanto aquele. O fulano que foi entrevistado pouco antes de mim, carrega uma experiência mais condizente com a responsabilidade do cargo - ele já enfretou situações semelhantes e lidou com questões parecidas. Ainda que na época em que obteve essa experiência seu cargo era bem inferior à essa nova oportunidade, a vivência nesse tipo de trabalho passa maior segurança. O risco de errar é menor e o tempo que será despensado ao treinamento também será reduzido - se comparado à mim que tenho tanto o que aprender.

Sem contar que, quando ele teve a oportunidade, ele fez - para conseguir uma promoção ou o novo emprego, ele produziu e pode comprovar. Nem precisou ficar falando do que ainda poderá fazer. Pelo seu passado, já dá pra perceber que o cara é bom.

No final, fico chupando dedo. Ainda não tenho experiência necessária para um cargo com tal importância mesmo que tenha bons argumentos e uma lábia que já me rendeu alguns sucessos.

Não dessa vez. Meus anseios para o futuro não contam. O que pretendo fazer pela empresa não basta já que, pelo meu passado, não consigo passar a confiança de que darei o melhor de mim.

Eu já tive a oportunidade anteriormente e não produzi o suficiente ou o resultado não foi satisfatório. O contratante opta, então, pelo passado do fulano. É mais seguro já que o futuro não se pode analisar.

Minhas intenções são as melhores. Mas porque iriam confiar cegamente em mim? A empresa não quer arriscar tudo o que tem apenas para me dar uma oportunidade: ela não pode se dar a esse luxo.

Meu redondo velho/novo presidente da república não tem um bom currículo e mesmo já tendo passado pelo mesmo cargo, não aproveitou a oportunidade. O que fez diferença foi sua proposta para os próximos 4 anos. O que ele deixou de fazer, é passado, ficou pra tràz.

Nós demos a chance para que ele tentasse de novo. Se isso interfere na vida de pessoas de todo um país, paciência. O cara não fez, mas vamos confiar cegamente, vamos esquecer essa besteira de currículo. E daí se ele não fez nada quando podia fazer... dá uma chance pro cara, tadinho!

posted by Anna Basseto® Terça-feira, Outubro 31, 2006
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